Depois de alguns atrasos finalmente entramos no avião. Estava sendo uma aventura, eu não estava eufórica ou ansiosa, apenas era como se estivesse indo para algum lugar do Brasil. Algumas horas de viagem se passaram e em fim chegamos a Santa Cruz de La Sierra – Bolívia dia 10 de Dezembro de 2010.
Tivemos problemas com os nossos vistos, mas tudo foi resolvido. Graças a Deus. No dia 11/12/10 a tarde fomos para Normandia, um bairro carente de Santa Cruz de La Sierra.
Pegamos o micro, um pequeno ônibus que faz jus
ao seu nome, pois é pequeno mesmo e engraçadinho.
ao seu nome, pois é pequeno mesmo e engraçadinho. Para mim que sou pequena não teve problema, até consigo pegar no teto, porém para aqueles que são altos era difícil, pois ficavam com suas cabeças tortas e o pescoço deles doía. O custo da passagem é de um peso para estudantes e 1.50 o normal. Ao chegarmos a Normandia olhava para as casas e as ruas que eram somente areia, fiquei pensando o quanto era parecido com o interior do Pará, minha querida terra. Andamos, andamos e andamos até chegarmos à igreja da pastora Mirian Igreja Batista Shalon. Tía Mí, (pastora Mirian) como é chamada estava realizando um trabalho social que é feito de 2 em 2 meses. Haviam 2 dentistas, e o Boni foi cortar o cabelo das crianças. Fiquei impressionada ao ver tantas crianças.

Ao entrar fiquei na igreja e olhei aqueles pequenininhos, queria falar e fazer alguma coisa, mas não conseguia comunicar-me, era meu segundo dia na Bolívia. Bem que tentei, mas num deu. E foi-se o segundo dia.Os dias se passaram, nos organizamos e logo iniciamos nossas primeiras aulas de espanhol com o professor Victor, um nacional bastante esforçado. Dediquei-me ao máximo que podia, queria logo falar espanhol para assim poder comunicar-me com as pessoas. Nos primeiros dias saímos conhecemos a cidade de Santa Cruz, aprendemos a fazer chamadas para o Brasil. Olhava para as ruas, árvores, plantas e senti o clima tudo era muito parecido com o Pará, por isso não estranhei tanto o país. Só sabia que estava em outro país quando as pessoas falavam, porém fui me adaptando aos poucos. Passamos o Natal e Ano Novo juntos, foi bem interessante. Ainda conhecemos uma igreja chamada El taller Del Maestro e começamos a fazer amizades lá. Assistir o culto ainda era difícil, pois não sabíamos o espanhol e nossos ouvidos não estavam acostumados.
Além dos estudos de espanhol, começamos também a sair pelas ruas de nosso bairro orando para que Deus salvasse as família, nos desse almas e também para que Ele trouxesse segurança para o bairro etc. Nossas orações foram respondidas e duas pessoas aceitaram a Cristo. Lucas e Jorge que pregaram a palavra de Deus a elas, estavam radiantes de tanta felicidade.
Dia 27 de janeiro chegou. Meu aniversário em outro país. Agradeci ao Senhor pela oportunidade que concedeu-me.